Toda Luz Que Não Podemos Ver – Anthony Doerr

LIVRO: TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER
AUTOR: ANTHONY DOERR
EDITORA: INTRÍNSECA
GÊNERO: DRAMA
ANO DE PUBLICAÇÃO: 2015 (Brasil)
ISBN: 978-85-8057-697-9
Nº DE PAGINAS: 526
AVALIAÇÃO: 5/5 ★

Olá galera, beleza?! A história que eu vim compartilhar com vocês hoje é Toda Luz Que Não Podemos Ver de Anthony Doerr, lançado no Brasil pela editora Intrínseca. O livro conta duas histórias simultaneamente, ambas se passam na Segunda Guerra Mundial. Eu nem sei como vou falar desse livro, porque estou apaixonada(♥) por ele, sou até suspeita para falar desse tipo de história porque simplesmente sou fissurada com histórias sobre esse período. Mas vamos lá espero que gostem.

    Marie-Loure LeBlanc  é uma menina alta e sardenta, ficou cega aos 6 anos de idade,  o pai trabalha em um museu em Paris, como chaveiro. Todas as manhãs Marie pega sua bengala branca no canto, engancha um dedo na parte de trás do cinto do pai e o segue até o museu. A cada dia, com a ajuda do Dr. Geffard, um especialista que trabalha no museu, ela aprende tudo sobre moluscos. Daniel LeBlanc o pai de Marie cria uma maquete para a filha com intenção de ensiná-la a andar pela cidade sozinha, ela conta os passos, decora em qual rua virar. Mas a vida de Marie e de seu pai mudam completamente, quando a Paris é invadida por alemães e eles precisam sair da cidade. Juntos ele vão para Saint Malo, em busca de abrigo na casa do tio-avô de Marie, o Sr. Etienne, um homem que perdeu o irmão para a guerra e vive sendo assombrado pelo fantasma de sua perda. Assim ela terá que aprender a conviver com o tio-avô estranho, uma cidade estranha e acima de tudo encarar a nova e difícil realidade de sua vida.

“Não basta apenas fechar os olhos para tentar descobrir o que é a cegueira. Por trás do seu mundo de céus, rostos edifícios, existe um mundo mais antigo e mais cru, um local onde os planos da superfície se desintegram e os sons se movimentam em faixas formando grupos no ar.”Pág. 391

   Werner Pfennig aos sete anos de idade vive na Alemanha, em um lugar chamado Zollverin, um complexo de mineração. Ele vive com a irmã mais nova Jutta na Casa das Crianças, um orfanato de dois andares, ele é criado por uma missionária protestante, que ama crianças, a diretora do orfanato Frau Elena. Warner é um garoto curioso, e muito inteligente que esta sempre fazendo perguntas sem respostas como “Frau Elena por que a cola não gruda dentro do frasco?”. Werner está sempre construindo coisas novas: caixas de papel, barcos de brinquedos com lentes funcionando, etc. Um dia ele encontra um receptor de rádio, enquanto outras crianças estão brincando ele está sozinho no quarto fazendo experiências com seu receptor, montando e desmontando. Aos 14 anos ele é selecionado para servir  o exercito, e sua função será para trabalhar com o rádio da segurança alemã.

  “—As pessoas vão dizer que você é pequeno Werner, que você veio da ralé, que não deveria sonhar grande. Mas eu acredito em você. Acho que você vai realizar feitos incríveis.” Pág. 33

Não é a atou que Anthony Doerr foi o vencedor do premio Pulitzer desse ano de 2015 com esse livro. (O Prêmio Pulitzer é um prêmio norte-americano outorgado a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literaturacomposição musical. fonte: wikipedia). Apesar de se tratar de um assunto bem pesado como a Segunda Guerra Mundial, Anthony conseguiu deixar esse livro sensível e emocionante. Toda Luz Que Não Podemos Ver, é um livro complexo, não tem como falar muito sem estragar a magia que é ler esse livro. A leitura é rápida os capítulos são pequenos, no máximo 3 páginas, em cada um é contada a história de um personagem, de forma que assim você consegue entender mais ainda sobre a personalidade de cada um o que deixa a leitura mais agradável. Não é cansativo hora nenhuma, pelo contrario, é um livro que conforme você lê a vontade de ler o próximo capítulo e saber o que aconteceu só aumenta. O final é maravilhoso e triste.

“Algumas tristezas nunca deixam de existir.” Pág. 501

  O livro é uma amostra de que mesmo em um mundo, onde a guerra predomina, ainda podem existir pessoas pelas quais valem a pena viver e lutar. O livro é triste, é emocionante, é empolgante, tudo ao mesmo tempo. Quem já leu e gostou de A Menina Que Roubava Livros de Markus Zusak, provavelmente irá gostar de Toda Luz Que Não Podemos Ver. Não pelo fato ser um livro que narrado na Segunda Guerra Mundial, mas por que ambos contam histórias de crianças que viveram no meio dessa tragédia e ainda sim conseguiram encontrar algo a que pudessem se agarrar de conseguir um pouco de alegria nos dias tristes.

    Esse livro com certeza entrou para minha listra de favoritos, ele mexe com nossos sentimentos e com o coração . Eu recomendo bastante a leitura para quem curte esse tipo de história.

 “O leitor fica convencido que ainda há novas histórias a se escrever sobre esse período e que nem a guerra —com toda a desesperança, a crueldade e as difíceis escolhas morais —pode impedir a beleza do mundo.” Publishers Weekly

 

ADICIONE AO SKOOB!

Obrigada galera,
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Keel ^^
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