O Diário de Anne Frank

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LIVRO: O DIÁRIO DE ANNE FRANK
EDITORA: GRUPO EDITORIAL RECORD
GÊNERO: DRAMA/ GUERRA
ANO DE PUBLICAÇÃO: 2015
ISBN: 978-85-01-06820-0
Nº DE PAGINAS: 414
AVALIAÇÃO: 5/5

Olá galera,

Hoje vim aqui falar com vocês sobre o livro O Diário de Anne Frank. Anne Frank é uma menina judia que, durante a Segunda Guerra Mundial junto com sua família e outras quatro pessoas precisou se esconder em um “Anexo Secreto” localizado na rua Prinsengracht, nº 263. O Anexo ficava em um prédio onde o pai de Anne, Otto Frank, trabalhava, no local funcionava um armazém e uma fábrica de temperos. Com a ajuda do chefe de Otto e de alguns outros funcionários do local eles se escondem por cerca de 2 anos sem poder colocar os pés pra fora do prédio.

A vida no anexo é relatada por Anne, que é apenas uma garotinha de 13 anos (quando ela começa a escrever o diário) e podemos ter uma idéia de como foi o sofrimento dessas oito pessoas. Com pouca comida, condições precárias de higiene e contudo eles ainda são muito gratos por terem uma chance de sobreviver mesmo que escondidos.

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Apesar da pouca idade Anne Frank é uma garota muito inteligente e com uma personalidade muito forte. Em alguns momentos ela se mostra destemida, em outros ela relata em seu diário como realmente se sente em seu interior, suas dores, medos e angustias. Em determinada parte do diário, Anne se sente mal por esta segura no anexo enquanto outras pessoas que já foram importantes em sua vida podem estar passando fome ou até mesmo morrendo lá fora, e issa foi uma das partes que mais me tocaram.

“Temos muita sorte aqui, longe do tumulto. Não pensaríamos sequer por um minuto em todo esse sofrimento se não estivéssemos tão preocupados com as pessoas queridas, a quem não  podemos ajudar. Sinto-me má ao dormir numa cama quente, enquanto em algum lugar meus melhores amigos estão caindo de exaustão e sendo derrubados” Pág.: 99

Ao iniciar a leitura desse livro devemos ter em mente que ele não se trata de um romance ou um livro de ficção com fatos que prendam a atenção do leitor do inicio ao fim, mas sim uma obra escrita por uma garotinha real, que assim como nós tem seus momentos de alegria, de confusão e de medo. Ela nos conta sobre seus amigos na escola, conta sobre como é cada pessoa que convive com ela no Anexo. Ao escrever o diário ela escreve como se fosse para uma amiga, Kitty, onde ela pode contar seus segredos e pensamentos que jamais poderia compartilhar com a mãe, o pai ou a irmã.

No decorrer da história vemos como Anne amadurece nesses 2 anos no “Anexo Secreto”, como sua opinião vai mudando no decorrer dos anos e ela mesma consegue perceber isso em determinado momento, além de podermos ver como essa garotinha tão inocente de inicio vai perdendo essa inocência depois de presenciar esses momentos difíceis. Ela relata tudo o que acontece e o que mais machuca durante a leitura é acompanhar a esperança dessa garotinha de que no fim da Guerra tudo termine bem.

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Apesar de já sabermos como essa história termina é muito legal ver os momentos de alegria e as lembranças felizes que ela guarda dentro de si. Só para lembrar todos os livros publicados de “O Diário de Anne Frank” sofreram algumas alterações por parte do pai de Anne. Onde ele não expõe alguns relatos sobre a vida sexual de Anne e as brigas entre a família (que eram muito feias) apesar de conter algumas ainda no diário, onde vemos que ela e a mãe não se davam bem. As alterações, no entanto não foram no sentido dos relatos e sim nos cortes de alguns detalhes do livro e correção ortográfica da escrita de Anne.

“Não acredito que a guerra seja apenas obra de políticos e capitalistas. Ah, não, o homem comum é igualmente culpado; caso contrário, os povos e as nações teriam se rebelado há muito tempo! Há uma necessidade destrutiva nas pessoas, a necessidade de demonstrar fúria, de asssassinar e matar. E até que toda a humanidade, sem exceção, passe por uma metamorfose, as guerras continuarão  a ser declaradas, e tudo o que foi cuidadosamente construído, cultivado e criado será cortado e destruído, só para começar outra vez!” Pág: 341

Nem preciso falar sobre essa edição perfeita da Editora Record onde a capa imita o diário original de Anne, achei isso maravilhoso, além de muuuitas fotos da família e amigos da garota. E para quem se interessar tem vários filmes e documentários a respeito desse diário na internet.

Espero que tenham gostado, quem já leu? O que vocês acharam?

Bjus!
Keel ^^

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10 comentários sobre “O Diário de Anne Frank

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